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PTPC PROMOVE CONCURSOS DE APOIO àS PME ATRAVéS DO HORIZON 2020
20/12/2019 Vida Ecoomica

A Plataforma Tecnológica Portuguesa de Construção (PTPC) vai lançar uma linha de apoio às PME de cerca de 450 mil euros já a partir de 2020. O anúncio foi feito por Rita Moura, presidente da PTPC (em representação da Teixeira Duarte), durante o 8o Fórum Estratégico da Plataforma que se realizou no Auditório do LNEC e que reuniu mais de uma centena de participantes.

O Metabuilding, cuja candidatura foi aprovada no dia 9 de dezembro, é um projeto inovador, financiado ao abrigo do Programa Horizon 2020, e dinamizado pela European Construction Technology Platform, em parceria com os setores da Manufatura Aditiva e das Soluções Baseadas na Natureza, envolvendo seis países europeus. Tem como objetivo apoiar as PME através da criação de um ecossistema colaborativo sustentável para a expansão dos seus negócios e integrador de novos setores e indústrias dinâmicos, mediante projetos de inovação trans-setorais, transfronteiriços e orientados para os desafios provenientes dos clusters regionais.

"Portugal irá ter a partir de 2020 cerca de 450 mil euros

para apoiar os projetos das PME nacionais através de concursos lançados e geridos pela PTPC", avançou Rita Moura. "Com o Metabuilding vamos poder concretizar as boas ideias que temos em Portugal na área da arquite- tura, engenharia e construção, gerando startups e promovendo PME inovadoras", concluiu.

O 8º Fórum da PCPT contou com a presença de vários reputados oradores nacionais e internacionais para discutir as temáticas da Construção Circular e da Eficiência Energética, questões essenciais na atualidade.

"Os maiores riscos são os ambientais e isto está a chegar aos grandes decisores", referiu Rita Moura. "A breve prazo, os futuros clientes vão exigir construções sustentáveis e vão ser os grandes influenciadores do futuro. As empresas ou têm esta atitude ou deixam de ter clientes", concluiu.

"Reduzir, reutilizar e recuperar. Em todos os modelos de economia circular, até na nossa vida pessoal, são estes os três princípios essenciais", afirmou Isabel Pinto-Seppá, Diretora de Assuntos Europeus do VTT e "keynote speaker" da tarde, avançou ainda que "o Comité Digital Built Environment foi aprovado há duas semanas e a PTPC está no Exe- cutive Board. Estamos na Comissão Europeia a tentar formar este Comité há mais de 10 anos. Não podia estar mais orgulhosa".

"Todos percebemos o enorme problema das alterações climáticas e seus impactos. Contudo, no mundo real, as empresas vivem de resultados. A preocupação com a economia circular passa para segundo plano, como todos compreenderão. Em regra, as empresas de construção executam obras. E a montante da execução da obra, no projeto, que deve ser refletida a abordagem da economia circular para que a partir daí seja refletida em todo empreendimento. O sistema de contratação que temos hoje é limitativo à inovação", começou por afirmar Mário Barros, administrador da Mota-Engil. "Por outro lado, as decisões que são tomadas devem ser sustentadas numa lógica integrada dos seus impactos. Nós, em Portugal, decidimos que vamos fechar as centrais termoelétricas até 2023. Na Alemanha, vão fechar até 2030. Era bom que questionassem as empresas antes de porem as leis a vigor. Não é quando as leis já

estão cá fora. Nós vamos ter que acabar por importar cinzas, o que pode poluir muito mais do que poluiriam as nossas centrais termoelétricas", concluiu Mário Barros.

O encerramento do Fórum foi assegurado pela secretária de Estado do Ambiente, Inês Costa, que abordou o tema "Neutralidade Carbónica Desafios para a Construção".

"Creio que todos temos o dever de fazer melhor. A descarbo- nização do setor da construção não se faz apenas recorrendo à integração de energias renováveis. Faz-se também, por exemplo, pelo design, porque há bom e mau design. Se cria resíduos, é um mau design", afirmou a secretária de Estado. Ao terminar, lançou também um desafio para os produtores utilizadores de materiais de construção, arqui- tetos, engenheiros e construtores presentes na sala: "Desafio-vos a pensar a sério em medidas voluntárias para melhorar a segregação dos produtos em fase final de vida útil, bem como a pensar o projeto de forma eficaz para essa segregação. Garanto-vos que não é tempo perdido, é dinheiro em caixa."