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EMPRESAS PRIVADAS DE áGUAS E RESíDUOS QUEREM PRIORIDADE EM CASO DE GREVE
06/08/2019 Notícias ao Minuto

As empresas privadas do setor de abastecimento de água e saneamento e resíduos reivindicaram hoje a inclusão numa rede prioritária de abastecimento em caso de greve das empresas de transporte de combustíveis.


N um comunicado, a Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente ( AEPSA ) diz que é imperativo que os serviços de fornecimento de água (abastecimento e saneamento de águas residuais) e de recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos sejam integrados na rede prioritária de abastecimento. A falha destes serviços é "uma séria questão de saúde pública", avisa a associação. Sindicatos de motoristas de combustíveis marcaram uma greve por tempo indeterminado a partir de dia 12, o que pode provocar perturbações no abastecimento de combustíveis. Há, no entanto, uma rede prioritária de abastecimento definida pelo Governo, que inclui por exemplo forças de segurança e serviços de saúde. A AEPSA alerta no comunicado para as graves consequências da falta de acesso a combustíveis das empresas associadas, que "asseguram serviços públicos essenciais", quer no ciclo urbano da água quer no setor do lixo. A AEPSA diz ainda que desde dia 19 de julho que salienta junto do Governo a necessidade da inclusão das empresas na rede prioritária de abastecimento, mas até agora não teve uma resposta conclusiva. Por isso a associação "manifesta a sua extrema preocupação e solicita uma resposta política urgente". É que, justifica a associação no comunicado, apesar de as empresas estarem a precaver-se, os mecanismos e planos de contingência não são suficientes para assegurar os serviços. "Na época de verão, com o acréscimo da sazonalidade turística e com o aumento da temperatura, a premência de um sistema eficiente de recolha de resíduos é absolutamente vital para garantir a boa qualidade de vida dos cidadãos, proteger a saúde pública e o ambiente", diz-se no documento. Eduardo Marques, presidente da AEPSA , acrescenta, citado no comunicado, ser inadmissível que os operadores privados dos dois setores não estejam incluídos na rede prioritária. A AEPSA integra quase meia centena de empresas de todo o país que asseguram serviços de água e saneamento a 20% da população portuguesa e serviços de recolha e tratamento de resíduos a 17% da população.