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Notícias

Da alta velocidade entre Lisboa e Porto ao cluster do hidrogénio. Dez propostas do plano de Costa Silva

Eco sapo.pt

António Costa Silva já entregou ao Governo a primeira proposta de plano de recuperação da economia para os próximos dez anos. São 119 páginas e dezenas de propostas. Mas não há contas.

António Costa Silva foi contratado pelo Governo, em regime ‘pro bono’, para coordenar a estratégia de retoma da economia pós-Covid e esta quinta-feira, depois de dezenas de reuniões, apresentou aos ministros a primeira proposta com uma “Visão estratégica para o plano de recuperação económica e social de Portugal 2020-2030”. O plano, a que o ECO teve acesso, tem 119 páginas, planos de investimento setorial e dezenas de medidas, umas mais concretas, outras mais genéricas, e muitos gráficos, mas poucos números. Uma das propostas é a construção de “um eixo ferroviário de alta velocidade Porto-Lisboa para passageiros, começando com o troço Porto-Soure (onde existem mais constrangimentos de circulação)“.

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João Peças Lopes: O Hidrogénio - um vetor energético complementar à eletricidade para a descarbonização da economia Portuguesa

Água&Ambiente Online

As ameaças das alterações climáticas determinam a necessidade de descarbonizar a economia mundial. Por esse motivo assistiremos a uma eletrificação crescente da atividade económica, complementando-se esse movimento com a utilização crescente de recursos energéticos renováveis para a produção de eletricidade e a desclassificação progressiva de centrais termoelétricas, a começar pelas centrais de carvão.

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Pedro Perdigão: Perdas são problema de gestão, não de engenharia Opinião Água

Água&Ambiente Online

Se, no início da década de 90 do século passado, pouca Engenharia existia sobre o tema das perdas de água, desde então foi percorrido o caminho necessário para haver respostas técnicas, eficazes e eficientes, nesta matéria. Conceitos como: balanço hídrico; zonas de medição e controlo, perdas por erros de medição, perdas reais mínimas e inevitáveis (e a sua relação – ILI) e a tecnologia associada são já inquestionados e estão disponíveis há cerca de 20 anos.

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João Feliciano (Água - Gestão de Resíduos): Gestão de Ativos que oportunidades e que desafios

Ambiente Online

Será intransponível a vontade de deixar de contextualizar qualquer tema com os tempos difíceis e desafiantes que vivemos. Sem qualquer sentido negativo, deitámo-nos um dia a ter de mudar o mundo com a pressão mediática que circundava o ativismo impulsionado por Greta Thunberg, com todo o mérito relativamente ao problema que ainda temos em mãos para resolver, e acordámos numa guerra invisível, em que já mais de 400.000 pessoas perderam a vida. Queríamos mudar o mundo, mas o mundo mudou mais rapidamente do que queríamos.

A pandemia, independentemente do seu trajeto futuro, deixou já um importante rasto de efeitos sociais e económicos que, agora, as nações têm de saber enfrentar. Assiste-se a um sério problema económico e social que rapidamente se está a transformar num problema financeiro e, consequentemente, de finanças públicas. É com este enquadramento que a União Europeia e os seus Estados Membros estão a preparar os seus planos de recuperação.

Será no âmbito do nosso plano de recuperação económica que gostaria de deixar algumas reflexões sobre eventuais oportunidades e/ou ameaças que temos pela frente em termos de gestão de ativos de serviços de águas.

TERÁ, NO ENTANTO, DE SER MAIS CLARO SE O PLANO [DE RECUPERAÇÃO ECONÓMICA] TEM POR BASE A CONSTRUÇÃO DE INFRAESTRUTURAS PARA ACELERAR A ECONOMIA (…) OU SE ESTAMOS CERTOS DE QUE ESTAS LINHAS ESTRATÉGICAS SÃO AS QUE TRARÃO MAIOR RETORNO DO PONTO DE VISTA DO VALOR ACRESCENTADO GLOBAL, DA VALORIZAÇÃO DA SOCIEDADE, ESTANDO-SE, DESTA FORMA, A CONSTRUIR UM PARQUE DE INFRAESTRUTURAS (…) QUE POSSAMOS RENTABILIZAR E QUE CONSEGUIREMOS MANTER.

O plano de recuperação visa acelerar a economia, o que se faz com o impulsionamento do consumo, do investimento das empresas, do gasto público e com a diferença entre as exportações e as importações. Ainda assim, nem todas estas variáveis são acionadas simultaneamente, nem concorrem de igual forma para obter determinado crescimento económico; é um equilíbrio aritmético mediante a execução de determinada estratégia política.

Já foram anunciados alguns pilares estruturais sobre os quais, aparentemente, vai ser construído o nosso plano de recuperação, parecendo existir uma ligação entre o dia em que nos deitámos e o dia em que nos levantámos, o que é de salutar, pois a Europa, e Portugal, parecem querer tomar partido do atual contexto para resolver o que já a todos preocupava. Terá, no entanto, de ser mais claro se o plano tem por base a construção de infraestruturas para acelerar a economia, essencialmente por via de gasto público, ou seja, um plano de obras públicas, ou se estamos certos de que estas linhas estratégicas são as que trarão maior retorno do ponto de vista do valor acrescentado global, da valorização da sociedade, estando-se, desta forma, a construir um parque de infraestruturas, entre outras medidas, que possamos rentabilizar e que conseguiremos manter. Em caso afirmativo esta será uma extraordinária oportunidade.

Para se materializar o que parece ser a base do plano é importante não esquecer o que já está infraestruturado e em que medida estaremos a construir mais sem acautelar a manutenção de níveis de reabilitação adequados relativamente ao que já existe, sendo este um desafio muito importante. A título de exemplo, atente-se ao objetivo de cobrir todo o território com fibra ótica, o que parecerá muito bem se conseguirmos, simultaneamente, mudar o panorama de reabilitação paupérrimo que atualmente temos nas infraestruturas de serviços de águas.

Terá de se aguardar pelo plano e ver se nele está garantido que os pilares que, entretanto, já se estruturaram serão construídos sobre uma fundação sólida, o que nos permitirá encará-lo com confiança e otimismo.

 

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